Tu chegas, eu estou…
Tu vais, eu fico…
Tu pedes, eu dou…
Tu dás, eu espero…
Danças de amor,
enleios de afectos, repetidos, trocados…beijos desesperados.
Abraços profundos, no toque da pele, e respiração…
Não vás, que eu estou!
Não peças que eu dou,
Respira comigo, nesta união,
Entrega-te, que eu estou…
Carregados de esperança, de entrega, de medos e receios, de fé no outro e em nós...complexidade de vontades, de desejos...casais, filhos e pais, a ninguém escapa, esta viagem, esta procura incessante, este encontro entre eu e o outro, de quem quero algo, de quem dependo, o amor é felicidade, se me sentir amada, se me sentir correspondido, se na entrega, na troca, recebo, vivo, respiro livre...mas nem sempre assim é, pois não sei receber, não sei pedir, não sei aceitar...questiono, duvido, receio e fujo...
Vejo tantas pessoas em amores profundos, intensos, cheios de vontade de estar, de dar e receber, mas paralisados por medos e fantasias de perda, desertos de mergulhar de cabeça, mas enleados em raciocínios complexos, tal teias de aranha, labirintos da mente, amarrando os sentires a pedras, que se afundam e nos levam com elas, parem!


Sim, vamos amar, carregados de medo, mas na esperança de nunca os perder...
Vem, que eu estou!
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