quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

O meu mundo cá dentro...

...dizeres de um mundo de achados...

Que mundo temos nós dentro de nós? O ideal? O refúgio? O idealizado? O desejado? A mistura de todos? A fuga ao de fora? Um encontro com os de dentro?

Eu, adoro conhecer os mundo de dentro, aqueles onde somos o que somos, despidos sem pudor, numa alma verdadeira, na essência do eu, sem mentiras sociais ou sem medos por não aceitação, julgamento ou desconhecimento das verdadeiras essências humanas. Lá dentro tudo é movido a amor...é a única energia que conhecemos na realidade, nas suas diferentes dosagens e tipos...é o nosso combustível, às vezes somos é desleixados e levamos a carripana até aos limites do depósito, entramos na reserva...e se não formos mesmo atentos, ficamos apeados no caminho, porque o calhambeque parou.

As pessoas são entidades maravilhosas, quanto mais as conheço, mais me apaixono por elas, mais adoro tentar entende-las, mais os seus sentires me tocam e mais eu sinto. A idade talvez ajude, porque cada vez mais me sinto a sentir, sinto tudo e se não tivermos medo de sentir, de nos deixarmos ir, no prazer, na caminhada lânguida do relógio, até na dor, na que rasga e corrói, ou que queima lenta às escondidas, então ai sim, aprendemos a luz que temos em nós. Luz, neste caso, é a palavra que decidi usar para descrever a nossa essência própria, com todas as peças e engrenagens que nos definem.

Não falo de cores, não sinto que faça sentido à metáfora...mas todas as pessoas que tenho conhecido na minha vida, que me deram o privilégio de as tocar e de as deixar tocarem-me, têm a sua luz própria, um brilho, um carisma tão único como as impressões digitais. Uma marca que muitos levam a vida a aprender a esconder, para se protegerem dos outros, ou até de si mesmos. Mas, aqueles, cavaleiros Quixotianos, que se arriscam a tentar encontrá-la e mais ainda, a expô-la, são realmente pessoas dignas de se ter no nosso percurso. E se lhes podermos chamar amigos, família, companheiros, melhor ainda...porque aí, eles não são mais nossos, nem nós deles, são eternos, e nós somos mais ricos, mais plenos...e talvez eles assim também o fiquem.



Se todos também temos escuridões, sem dúvida, se as usamos, executamos ou evidenciamos, escolha nossa! Mas, que todos nós temos essa luz e a capacidade que a move, sim temos, porque não, então...ver e trazer a nu o que de belo há?!


É tão bonito, olhar além da superfície, e ver, acreditar, sentir, que por detrás dessa imagem esculpida com anos de afinadelas, há algo mais bruto, mais honesto, mais verdadeiro, mais essencial, no amor próprio do outro, da sua visão de mundo, das suas crenças, das suas marcas de água, das linhas de definição, dos valores que o demarcam.


...E nesse mundo interior, nessa magia da vida, descobrir, a energia que os move, que nos move, que resolve e une, que eterniza a passagem por estes caminhos de desconhecimento...o AMOR.

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